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Se a liderança feminina só aparece em março, ela não é estratégica.

24 de jul.
1 min de leitura

Se a liderança feminina só aparece em março, ela não é estratégica.


Março é importante, porque amplifica discursos, coloca a mulher na pauta em todas as áreas da sociedade, mas estratégia empresarial não depende de calendário e essa é uma pauta para o ano todo e para os próximos anos, enquanto na liderança feminina houver desigualdade de oportunidade e de crescimento.


Se liderança feminina não estiver no planejamento anual, no orçamento e na avaliação da alta liderança, ela é pauta de comunicação - não de governança.


E isso não muda a estrutura.


Diversidade se sustenta com decisão, com meta, com indicador e com responsabilização executiva.

Se não há meta vinculada à progressão hierárquica, nem acompanhamento estatístico recorrente, nem impacto na remuneração variável da liderança, então, não há estratégia.


Pode haver intenção. Mas, intenção isolada não altera a correlação de poder.


E aqui está a pergunta que importa: o que a empresa perde quando trata equidade de gênero como campanha e não como prioridade estratégica?


Ela perde.


Perde em inovação, em retenção, reputação, em inteligência coletiva e competitividade.


Equidade de gênero não é agenda simbólica, é agenda organizacional e econômica também. É pauta de governança.


Se diversidade não está no orçamento, na meta, nas diretrizes, ela também não está no bônus, no lucro e na produtividade.


A pergunta que eu deixo é simples, direta e, talvez, desconfortável:


Sua empresa está estruturando liderança feminina como vantagem competitiva ou está apenas celebrando mulheres uma vez por ano com rosas e bombons?

 
 
 

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